sexta-feira, 22 de março de 2019

O Sentido do Estudar (desenvolvimento e conclusão (3ª aula))::

O professor retomou a segunda aula e solicitou para que cada aluno lesse seu texto para o grande grupo, para que se pudesse apreciar como o estudante tinha imaginado para o futuro da personalidade oculta.

Feito isso, após os que "adotaram", por assim dizer, a "personalidade 1" terem lido seus textos, o professor a revelou: era Joaquim Barbosa. Isso foi feito de igual modo para as demais personalidade, 2, 3 e 4, que eram, respectivamente: Daiane dos Santos, Gisele Bündchen e Alok.

Em seguida, iniciou-se uma conversa a respeito do estudo e do conhecimento necessários à carreira de cada uma destas personalidades, bem como, a questão do ser "bem sucedido" ou não.

Depois, o professor reapresentou a ideia contida no livro "Escritos sobre educação", de Nietzsche, a saber: "as pessoas deveriam estudar para elas mesmas e não para [outrem, Mercado ou Estado]..."...

Foi interessante notar que os alunos lembravam bem das noções, tendo o professor tão somente que aprofundar um ou outro aspecto.

Encaminhando a conclusão das noções relativas à importância de estudar, o professor passou a refletir, através de uma conversa, a respeito do estudo e do conhecimento. Fez isso também com questionamentos acerca da relação entre o estudo formal, a busca pelo conhecimento e do conhecimento propriamente dito, em suas diferentes profundidades: o mundo profissional e o ser bem-sucedido e suas relatividades.

Foi grata a surpresa de constatar que as noções do "estudar para si mesmo", contida nos "Escritos sobre educação", Nietzsche (1844-1900), que foram estudadas no ano anterior, foram lembradas pelos alunos, tendo o professor abordado um ou outro aspecto da mesma.

Do mesmo modo, grata foi a surpresa de constatar que os estudantes também lembravam da resposta à pergunta "qual é a única coisa que não pode ser tirada de um homem?": o conhecimento; noção trabalhada também no ano anterior; saber que está no livro "O Conde de Monte Cristo", do autor francês, Alexandre Dumas (1802-0870).

Tendo concluído estas questões que são de extrema importância, quais sejam, as de se conscientizar cada vez mais a respeito de qual é a importância de amar o conhecimento, o professor passou ao conteúdo do ano letivo propriamente dito.

Fez isso através de aula expositiva dialogada a respeito da Geografia como conhecimento antigo e como conhecimento científico, assim:

Noções vistas:

► O conceito de Geografia:
→ Etimologia da palavra Geografia e discussão acerca da problemática em conceituar ou definir tal ciência:
 para os gregos: geōgraphía, donde: "geō" é "Terra" e "graphía" é "descrição", sendo a Geografia, assim, a ciência que descreve a Terra.

► Geografia como conhecimento antigo (doxa):

→ Os gregos:
→ Aristóteles (384-322 a.C.), suas observações e a tese de que a Terra era um globo:
a) os eclipses (ver ilustração, abaixo (Figura 1)): a sombra da Terra na Lua é um círculo, e,
b) o afastamento de um barco do horizonte (ver ilustração, abaixo (Figura 2)): as embarcações vão desparecendo à medida que se afastam

(Figura 1: Aristóteles e a forma da Terra. Fonte: SABALA, Samuel Guterres. Disponível em: <https://slideplayer.com.br/slide/11735135/>. Acesso em: 20 mar. 2019)

(Figura 2: Navio se afastando do litoral. Fonte: Modificado de ALMEIDA, Ana Paula de Souza Silva; SOUZA, Eloísa de Souza. Disponível em: <https://novaescola.org.br/plano-de-aula/3493/objetos-que-desaparecem-no-horizonte>. Acesso em: 20 mar. 2019)


► Geografia como ciência (epistema):

→ Geografia hoje: é a ciência que estuda o espaço, o espaço geográfico, conforme Milton Santos (1926-2001), geógrafo brasileiro (ver fotografia, abaixo (Figura 3)), o espaço pode ser entendido como a Terra, onde o homem está vivendo e promovendo transformações, trocas e relações. A Lua, nosso satélite natural, por exemplo, não é considerada propriamente um espaço geográfico, porque o homem não está fixado lá. Mas, se um dia o homem lá se fixar e passar a promover transformações, relações e trocas, então, a Lua passará a ser espaço.

(Figura 3: Milton Santos (1926-2001): Fonte: Disponível em: <https://baurutv.com/2016/11/11/milton-santos-roda-viva-de-31031997/>. Acesso em 20 mar. 2019)

quarta-feira, 20 de março de 2019

O Sentido do Estudar (introdução (2ª aula)):

Nesta primeira aula o professor conduziu uma dinâmica que consistia em apresentar, sucintamente, quatro personalidade brasileiras, porém sem revelá-las.

Com base na breve apresentação, em grupos, os estuantes deveriam escolher uma das personalidades e fazer um exercício de reescrever a trajetória dela. Ou seja, inventar como se deu a continuidade da vida daquela pessoa, o que foi acontecendo com ela ao longo de seu caminho, quais escolhas ela tomou, e, sobretudo, como ela está hoje.

Após o professor ter dado o devido tempo para que os estudantes elaborassem as suas criações, sob a forma de textos, o professor solicitou que cada um dos grupos lessem o que havia sido imaginado para a a vida da respectiva personalidade.

Em seguida, as personalidades foram reveladas e um diálogo se iniciou. Debateu-se acerca das possibilidades de vida de cada um, bem como, de alguns dos elementos biográficos das personalidades em questão.

O professor esperava que, ao final da dinâmica os alunos tivessem refletido sobre possibilidades de vida e meios para se atingir objetivos e sonhos; projetos de vida.

As personalidades escolhidas, eram:

- Joaquim Barbosa
- Daiane dos Santos
- Gisele Bündchen
- Alok

Para a próxima aula procurar-se-á desenvolver e concluir o diálogo iniciado nesta aula, bem como, refletir a respeito do estudo e do conhecimento...: como é a relação entre o estu do formal, a busca pelo conhecimento em suas diferentes profundidades, o mundo profissional e o ser bem-sucedido, em sua relatividade. Será retomado o caso das personalidades supracitadas, bem como, os exemplos imaginados pelos próprios estudantes.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Apresentação do Professor (1ª aula):

Neste dia, à partir das 10h (recreio), houve "Carnaval na Escola", no pátio da mesma. Então, nos últimos trinta minutos antes do término da manhã letiva, o professor se apresentou para a turma, fazendo algumas combinações básicas.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Última aula!

Aula expositiva dialogada integrando o assunto acerca da hegemonia estadunidense no mundo.

Tratou-se, como exemplo, do caso de Cuba, da Emenda Platt, e, portanto, da ambiguidade da asserção "A América para os americanos".

Em seguida, deu-se sequencia aos estudos, através da leitura conjunta de textos, do livro didático, dos quais emergiram os seguintes elementos:

→ diferentemente de Espanha e Portugal, Inglaterra iniciou o processo de colonização mais tardiamente, em 1607
→ o processo, de fato, iniciou-se pela Virgínia
→ houve fracas tentativas antes disso, respectivamente, em 1583 e 1587, mas conflitos com povos indígenas desencorajaram a sua continuidade
→ para a efetivação da colonização houve o incentivo para a vinda, de:
► franceses
► holandeses
► escoceses
► irlandeses
► alemães

Dos povos supracitados, os que mais compuseram etnicamente o povo estadunidense, são os alemães (ver mapa abaixo).

Ascendência com maior população nos EUA:
Fonte: Disponível em: <>. Acesso em: 02 out., 2018.

JERREAT, Jessica. Mail Online. American ethnicity map shows melting pot ethnicities make USA. Daily Mail. Londres, 02 set. 2013. Disponível em: <https://www.dailymail.co.uk/news/article-2408591/American-ethnicity-map-shows-melting-pot-ethnicities-make-USA-today.html>. Acesso em: 02 out., 2018

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Quadragésima segunda aula!

Leitura e estudo, através da dinâmica da roda de leitura, do subcapítulo intitulado de "O Ciclo da Borracha: Caruso inaugura um teatro monumental no meio da selva".

Os apontamentos abaixo foram explicados em sala de aula:

- tal como visto na última aula, a grande quantidade de nordestinos que "migraram" para a região da floresta equatorial amazônica: em 1870, dos 800.000 hab. do Ceará, 120.000 hab. marcharam rumo ao Rio Amazonas
- as doenças contraídas pelos trabalhadores: impaludismo (malária), tísica pulmonar (tuberculose) e beribéri
- a "moeda" usada para pagar o trabalho (escravo) dos nordestinos: carne seca, farinha de mandioca, rapadura e aguardente
- 1850 e o boom da borracha: a indústria de automóveis dos EUA e o processo de vulcanização da borracha (Charles Goodyear e Hancock)
- o crescimento de Manaus
- a inauguração da Casa de Ópera de Manaus, pelo grande tenor italiano Caruso ("sqn" (um mito contido no livro de Galeano (?))); a russa Anna Pavlova, bailarina, também não se apresentou no Teatro Manaus
- a biopirataria de Henry Wickham e o despencar do Ciclo Econômico da Borracha

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Quadragésima primeira aula!

Leitura e estudo, através da dinâmica da roda de leitura do subcapítulo intitulado de "A Venda de Camponeses".

Os apontamentos abaixo foram explicados em sala de aula:

- o prenúncio dos próximos ciclo econômicos, o da borracha e o do café: meio milhão de nordestino vão para a Amazônia
- a venda de trabalhadores nordestinos aos ricos donos de terra de outros áreas do Brasil

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Quadragésima aula!

O professor havia solicitado que os estudantes lessem em casa os subcapítulos "O Açúcar era o Punhal e o Império Assassino" e "Graças ao Sacrifício de Escravos no Caribe, Nasceram a Máquina de James Watt e os Canhões de Washington".

Então, passou-se, nesta aula, à leitura do subcapítulo "O Arco-Íris é a Rota do Retorno à Guiné".

A respeito deste subcapítulo conversou-se principalmente a repeito das sublevações dos escravos, nos diferentes países abordados por Galeano.




terça-feira, 14 de agosto de 2018

Trigésima nona aula!

Dando sequência aos estudos da aula passada, especificamente, relativos ao último apontamento ("estudo de caso: o açúcar no Haiti (seu auge e crise) e Cuba"), passou-se à leitura do subcapítulo "Castelos de Açúcar Sobre os Solos Queimados de Cuba".

Os apontamentos abaixo foram explicados, cada um deles, em sala de aula:

- as pequenas plantações e o tabaco como base da economia cubana
- a fraca, mas existente manufatura em Cuba: fábrica de canhões e o primeiro estaleiro da América Latina (que construíam tanto navios mercantes, quanto navios de guerra)
- a rápida introdução de escravos no território cubano (entraram em 11 meses o que demoraria 15 anos)
- assim como no nordeste brasileiro e nas outras ilhas do Caribe, a destruição dos solos de Cuba:

"Os cronistas de outros tempos diziam que se podia percorrer Cuba, em toda extensão, à sombra de palmeiras gigantescas e das matas frondosas, nas quais abundavam a caioba e o cedro, o ébano e dagames. Pode-se contudo admirar as madeiras preciosas de Cuba nas mesas e nas janelas de El Escorial ou nas portas do palácio real de Madri, mas a invasão da cana fez arder, em Cuba, com vários incêndios sucessivos, as melhores matas virgens que antes cobriam o solo. Nos mesmos anos que arrasava sua própria floresta, Cuba convertia-se na principal compradora de madeira dos Estados Unidos. A cultura extensiva da cana, cultura de rapina, não só implicou a morte da mata mas também, a longo prazo, “a morte da fabulosa fertilidade da ilha” (p. 48)

Em seguida, passou-se à leitura, de "A revolução ante a estrutura da impotência", subcapítulo do qual emergiram mais explicações em sala de aula, que são apontados, abaixo:

- com o açúcar de beterraba, os EUA passam a serem os principais clientes do açúcar cubano
- o lugar de Cuba na Divisão Internacional do Trabalho: importava-se tudo; exportava-se açúcar
 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Trigésima oitava aula!

Leitura e estudo do subtítulo "Em Marcha Lenta nas Ilhas do Caribe".

Da leitura emergiram os seguintes apontamentos, a respeito dos quais o professor instruiu em sala de aula:

- As Antilhas como as Sugar Lands
- A Divisão Internacional do Trabalho que já se desenhava e sedimentava naquela época
- a "vocação" do açúcar, que os colonizadores impuseram à Ilhas do Caribe, de leste para oeste, introduzindo a cana-de-açúcar, desde Barbados até Cuba
- igualmente ao que ocorreu no Brasil, os solos exauridos das ilhas
- estudo de caso: o açúcar no Haiti (seu auge e crise) e Cuba

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Trigésima sétima aula!

Leitura e estudo do subtítulo "O Assassinato da Terra no Nordeste do Brasil".

Os apontamentos abaixo, foram estudados em aula, à medida que emergiram da leitura:

- em meados do século XVII o Brasil era o maior produtor de açúcar do mundo
- a sociedade colonial, subproduto do açúcar, que emergia no Brasil (Bahia e Pernambuco)
- os primeiros grandes donos de terras do Brasil; as "Capitanias Hereditárias" (ver mapa abaixo)

Fonte: FURQUIM JÚNIOR, Laércio. Geografia Cidadã, 8º ano. São Paulo: AJS, 2015, p. 10.

- o financiamento holandês; a cana-de-açúcar como um negócio mais holandês do que português
- a posterior concorrência holandesa desde Barbados, após a sua expulsão do Brasil, em 1654 e a consequente crise do açúcar no Brasil
- a crise agravada pela concomitante aparição de ouro no sul do então Brasil colônia e o arrebatamento de mão-de-obra escrava para aquelas áreas
- o nordeste brasileiro: região naturalmente naturalmente nascida para produzir alimentos e a fome: estudo de caso: o geógrafo Josué de Castro, em seu livro, "A Geografia da Fome", e a afirmação de que aquela área do nordeste brasileiro, que era coberta de frondosas florestas úmidas e litorâneas (da Bahia até o Ceará), que recebia boas precipitações, com solo extremamente fértil, com húmus e sais minerais, e que, depois da cultura do açúcar, transformou-se em área de savanas
- a integração do subcapítulo foi feita com a reflexão a respeito da última frase do mesmo, a saber: "Como de costume [na América Latina], a expansão expandiu a fome" (p. 46) 

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Trigésima sexta aula!

Leitura e estudo do subtítulo "O Rei Açúcar e Outros Monarcas Agrícolas: as plantações, os latifúndios e o destino".

Da leitura emergiram os seguintes apontamentos, sobre os quais o professor instruiu em aula:

- o verdadeiro motor central da conquista foi a busca pelo outro e pela prata
- no entanto, Colombo, já em sua segunda viagem, trouxe já as primeiras mudas de cana-de-açúcar
- o primeiro local onde a cana-de-açúcar foi plantada foi onde hoje é a República Dominicana (Ilhas Canárias)
- durante muitos século, para a Europa, não houve produto mais importante economicamente (era o "ouro branco")
- ergueram-se plantações no nordeste brasileiro, em Barbados, Jamaica, Haiti, Guadalupe, Cuba, República Dominicana e Porto Rico
- houve um devastamento das terras em detrimento da cana-de-açúcar
- o início do latifúndio, tal como ele é hoje, e, a mecanização que multiplicava a mão de obra excedente e barata

terça-feira, 24 de julho de 2018

Trigésima quinta aula!

Dando continuidade ao estudo das últimas aulas, passou-se a leitura do subcapítulo "Contribuição do Ouro do Brasil ao Progresso da Inglaterra". Da leitura, emergiram os seguintes apontamentos:

- o Tratado de Methuen (1703), através do qual a Inglaterra importaria os vinhos portugueses; enquanto Portugal e suas colônias, estariam abertos às manufaturas inglesas
- o consequente selamento do futuro de subdesenvolvimento da manufatura brasileira graças ao tratado acima referido
- a proibição do funcionamento das refinarias (açúcar) brasileiras
- a proibição de novas vias de comunicação com a região mineira
- o incêndio aos teares brasileiro
- o contrabando de ouro por parte da Inglaterra e Holanda
- igualmente como vista em aulas anteriores, nas quais estudamos que a prata de Potosí passava direto pela Espanha ("A Espanha tinha a vaca, mas outros tomavam o leite"), o ouro brasileiro passava direto por Portugal; ia direto para a Inglaterra: "A metrópole se converteu numa simples intermediária" (p. 40)
- foi neste período que, segundo Galeano e Celso Furtado, a Inglaterra lançou as bases para ser uma das grandes nações manufatureiras e industriais dos próximos séculos
- paralelamente a isso: "Nada ficou, no solo brasileiro, do impulso dinâmico do ouro, salvo os templos e as obras de arte." (p. 41)
- foi justamente neste período, o de maior riqueza produzida (para fora) pelo ouro que a renda per capta brasileira foi a mais baixa: houve queda vertiginosa; ruína e decadência.
- Mesmo assim, segundo Galeano, há um brasileiro, Antônio Augusto de Lima Júnior, que, em seu livro "Vila Rica de Ouro Preto: síntese historica e descritiva (1957)", pensa que isso foi positivo
- Minas Gerais, assim como o nordeste, é dos coronéis, e, consequentemente, dos latifúndios
- O "coração de ouro", de Minas Gerais, num "peito de aço" (segundo Claude-Henri Gorceix que, na época, foi a ponta de lança na cooperação francesa à ciência brasileira): estudo de caso do aço mineiro
- neste contexto, segundo Galeano, conforme cinco itens acima, o que sobrou de riqueza no território brasileiro, foi mesmo relativo à arte: Antônio Francisco Lisboa (1730 (?) 1738 - 1814), o Aleijadinho

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Trigésima quarta aula!

Nesta aula adentramos na leitura do subcapítulo "Vila Rica de Ouro Preto: a Potosí de Ouro".

Da leitura emergiram, os seguintes apontamentos:

- a demora em se "descobrir" ouro no Brasil: o pau-brasil e a cana-de-açúcar
- as primeiras pepitas de ouro: entre a Serra da Mantiqueira e a cabeceira do Rio São Francisco
- a maior quantidade de ouro já descoberta na história da humanidade e a extração mais rápida - o volume total superou o total extraído pela Espanha ao longo de dois séculos
- na fala de um morador de rua a inconformação com o fato de a Vila Rica de Minas Gerais ter sido, outrora, a mais importante do Brasil, e, agora, não ter quase "valor" nenhum
- o aumento populacional decorrente da busca pelo ouro
- uma população maior do que a Espanha levou a todas as suas colônias
- Salvador (BA) (açúcar) vs. Vila Rica (MG) (ouro)
- o Rio de Janeiro, a nova capital do Brasil (1763)
- a incomparável riqueza dos mineiros do Brasil com os florescentes mercadores de Lisboa
- os "maus clérigos" no Brasil
- as igrejas em estilo barroco construídas em Minas Gerais
- a epidemia de fome em plena época da pujança econômica do ouro (1700-1713): "os milionários tiveram que comer gatos, cães, ratos, formigas, gaviões" (p. 39)
- a preferência que era dada aos escravos trazidos de Guiné e o porquê disso
- 7 anos, esta era, segundo Galeano, a média de vida útil de um escravo africano, raramente durava mais do que isso
-

terça-feira, 17 de julho de 2018

Trigésima terceira aula!

Conclusão da leitura do subcapítulo "A Semana Santa dos Índios Termina sem Ressurreição".

Nesta aula, emergiram os seguintes apontamentos:

- mesmo as tribos mais afastadas das florestas americanas, leia-se Amazônia, foram dizimadas
- o contato com o homem branco é sempre nefasto para o índio, segundo Galeano
- as "pontas de lança", segundo Galeano, que chegam na frente no processo de desmantelamento dos grupos indígenas são o "micróbios", as doenças
- as compras de terras, na floresta amazônica, por parte de empresários estadunidenses
- as dívidas contraídas pelos trabalhadores, que, quase impossíveis de serem pagas, configuram trabalho (ainda) escravo

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Trigésima segunda aula!

Dando continuidade do estudo citado na aula anterior, da leitura do subcapítulo "A Semana Santa dos Índios Termina sem Ressurreição" emergiram os seguintes apontamentos:

- o reencontro com a temática que perpassa toda a obra de Galeano, "o fato de ter nascido importante" como "maldição" dos povos ameríndios:

"Os índios padeceram e padecem - síntese do drama de toda a América Latina - a maldição de sua própria riqueza. Quando se descobriram os bancos de areia cheios de ouro do rio Bluefields, na Nicarágua, os índios carcas foram rapidamente lançados longe de suas terras nas ribeiras, e esta é também a história dos índios de todos os vales férteis e subsolos ricos do rio Bravo para o sul. As matanças dos indígenas começaram com Colombo e nunca cessaram. No Uruguai e na Patagônia argentina, os índios foram exterminados, no século passado, por tropas que os buscaram e os encurralaram nos bosques ou no deserto, com o objetivo de que não atrapalhassem o avanço organizado dos latifúndios de gado. Os índios yaquis, do estado mexicano de Sonora, foram mergulhados num banho de sangue para que suas terras, ricas em recursos minerais e férteis para a agricultura, pudessem ser vendidas sem inconvenientes a diversos capitalistas norte-americanos. Os sobreviventes eram deportados para as plantações de Yucatán. Assim, a península de Yucatán converteu-se não só em cemitério dos indígenas maias, que haviam sido seus donos, mas também em tumba dos índios yaquis, que chegavam de longe: em princípios do século, os cinqüenta reis do sisal dispunham de mais de cem mil escravos indígenas em suas plantações. Apesar de sua excepcional fortaleza física, raça de gigantes formosos, dois terços dos yaquis morreram durante o primeiro ano de trabalho escravo. Em nossos dias, a fibra de sisal só pode competir com seus substitutos sintéticos graças ao nível de vida humanamente baixo dos operários. As coisas mudaram, é certo, porém não tanto como se crê, pelo menos para os indígenas de Yucatán: 'As condições de vida destes trabalhadores assemelha-se muito com as do trabalho escravo', diz o professor Arturo Bonilia Sárichez"

Obs.: sobre o professor que Galeano cita, ver abaixo:

Fonte: Disponível em: <https://rde.iiec.unam.mx/revistas/6/articulos/3/semblanza.php>. Acesso em 12 de jul., 2018.

- O peão que tinha a "permissão" de cultivar uma pequena porção de solo que lhe era concedido, mas só nas noites de Lua Cheia, quando lhe era possível ver adequadamente o trabalho que estava sendo feito
 

terça-feira, 10 de julho de 2018

Trigésima primeira aula!

Continuação das dinâmicas das rodas de leitura, e, do estudo da obra "GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007", desta vez, com o subcapítulo "A Semana Santa dos Índios Termina sem Ressurreição".

Da leitura, emergiram os seguintes tópicos:

- os índios escravos dedicados ao serviço doméstico
- os indígenas que eram usados como "bestas de carga", em virtude da falta de cavalgadura nos Andes, e, a comparação entre aquela época e o hoje, o caso dos aimarás e quéchuas (ou quíchuas),  que ainda hoje carregam as cargas, por exemplo, para os turistas alpinistas
- a neumoconiosis, causada pelo pó de sílica (que até hoje é um problema), que, segundo Galeano, foi a primeira "doença profissional da América" (p. 34)
- as "roupas típicas" dos índios do Altiplano Andino, sobretudo a das mulheres, que, na realidade, foram impostas pelo Rei Carlos III e que, eram, na verdade, a moda de então, na Extremadura, Andaluzia e País Basco, como se pode observar, abaixo e comparar:


regional costume, Castuera, Badajoz,. EXTREMADURA.
Município de Castuera,  Extremadura, Espanha.
Fonte: Disponível em: <https://aprenderespanolenmadrid.wordpress.com/2012/07/12/traje-regional-de-extremadura-traje-tradicional-extremeno-trajes-regionales-espanoles/>. Acesso em 10 de jul., 2018.

Localização de Castuera na Estremadura
Fonte: CASTUERA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2017. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Castuera&oldid=50207005>. Acesso em: 10 jul. 2018.

Localización de Extremadura.svg
Mapa da Espanha com Extremadura em destaque.
Fonte: ESTREMADURA (ESPANHA). In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Estremadura_(Espanha)&oldid=52207887>. Acesso em: 10 jul. 2018.

Meninas andando ao lado de Casitas no vestido tradicional na feira de Sevilha, Sevilha — Fotografia de Stock
Sevilha, Espanha - 12 de abril de 2008 - as meninas andando ao lado de Casitas no vestido tradicional na província de feira de Sevilha, Sevilha, Sevilha, Andaluzia, Espanha, da Europa Ocidental — Fotografia por arenaphotouk
Fonte: Disponível em: <https://pt.depositphotos.com/123015786/stock-photo-girls-walking-alongside-casitas-in.html>. Acesso em: 10 jul. 2018.



Localização do município de Sevilha, Espanha
Fonte: SEVILHA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sevilha&oldid=52996844>. Acesso em: 10 jul. 2018.

Localización de Andalucía.svg
Mapa da Espanha com Andaluzia em destaque.
Fonte: ANDALUZIA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Andaluzia&oldid=51701364>. Acesso em: 10 jul. 2018.



Foto de traje típico do País Basco, Espanha
Fonte: Disponível em: <https://www.trajetipico.com/e1190-pais-vasco/>. Acesso em 10 jul., 2018.

Localização de {{{nome_pt}}}
Localização do País Basco, Espanha
Fonte: PAÍS BASCO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pa%C3%ADs_Basco&oldid=52093836>. Acesso em: 10 jul. 2018.

Mujer con vestimenta tradicional aymara
Mujer con vestimenta tradicional aymara FERNANDO DEL ROSAL
Fonte: ROSAL, Fernando Del. La persistencia del mundo Aymara en el altiplano boliviano. Premium en abierto. El Diario. Santa Cruz de Tenerife, 02 set. 2017, p. 2. Disponível em: <https://www.eldiario.es/canariasahora/premium_en_abierto/persistencia-mundo-Aymara-altiplano-boliviano_0_682081849.html>. Acesso em 10 jul. 2018. 

Carnaval de Oruro
Trajes típicos da região dos Andes Bolivianos
Fonte: Disponível em <https://www.viajejet.com/traje-tipico-de-la-region-andina/>. Acesso em 10 jul., 2018

Traje típico de los Andes colombianos
Trajes típicos da Região dos Andes Colombianos
Fonte: Disponível em <https://www.viajejet.com/traje-tipico-de-la-region-andina/>. Acesso em 10 jul., 2018

Latacunga - Ecuador
Trajes típicos da Região dos Andes Equatorianos
Fonte: Disponível em <https://www.viajejet.com/traje-tipico-de-la-region-andina/>. Acesso em 10 jul., 2018

- o penteado ou corte de cabelo das índias andinas, que também foi imposto pelo Vice-Rei Toledo, como se pode observar abaixo:

História das tranças nos cabelos
Fonte: Disponível em: <https://www.bolivia.com/noticias/autonoticias/DetalleNoticia21195.asp>. Acesso em 10 jul., 2018



- a coca (folha de coca) usada como "anestésico" para que os índios trabalhassem mais e "melhor", e:
- o alcoolismo entre os índios


quinta-feira, 5 de julho de 2018

Trigésima aula!

Continuação, através da técnica da roda de leitura, do estudo do subcapítulo "A Nostalgia Combatente de Túpac Amaru", da qual, emergiram os seguintes apontamentos:

- o Império Asteca e os astecas
- a extensão territorial do Império Asteca:


A extensão máxima do Império Asteca
Fonte: TRÍPLICE ALIANÇA ASTECA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2016. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Tr%C3%ADplice_Alian%C3%A7a_Asteca&oldid=45720758>. Acesso em: 03 jul. 2018.

- a escravização dos astecas:

“É quase certo - escreve Sergio Bagú - que às minas espanholas foram lançados centenas de índios escultores, arquitetos, engenheiros e astrônomos, confundidos entre a multidão escrava, para realizar um tosco e esgotador trabalho de extração. Para a economia colonial, a habilidade técnica destes indivíduos não interessava. Eles só eram contados como trabalhadores não qualificados.” (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 32)

- a luta de Túpac Amaru II




- Obs.: não confundir e ver, também, a luta, muito anterior, do inca Túpac Amaru

terça-feira, 3 de julho de 2018

Vigésima nona aula!

Continuação do estudo do do subcapítulo "O Derramamento de Sangue e Lágrimas: entretanto, o Papa decidira que os índios tinham alma", o que foi feito através da roda de leitura.

Nesta aula, emergiram os seguintes apontamentos:

- Bartolomeu de las Casas e seus discursos inflamados que defendiam os índios, bem como, denunciavam os maus tratos por eles sofrido: como pode um cristão fazer isso com um ser humano?! É por isso que os índios preferiam mesmo ir para o inferno, que é para não se encontrarem com os "cristãos"...

O professor integrou o estudo do supramencionado subcapítulo chamando à reflexão sobre o quanto este tipo de ignorância (o racismo é fruto de somente uma coisa, da ignorância) nos dias atuais.

Feito isso, deu-se sequencia ao estudo com a leitura do subcapítulo seguinte, a saber: "A Nostalgia Combatente de Túpac Amaru", leitura da qual, emergiram os seguintes apontamentos:

- e extensão territorial teocrática do Império Inca

A expansão por Pachacuti.
Fonte: IMPÉRIO INCA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Imp%C3%A9rio_Inca&oldid=53185366>. Acesso em: 03 jul. 2018.

"[...] o império teocrático dos incas estava em seu apogeu, estendendo seu poder sobre o que hoje chamamos de Peru, Bolívia e Equador, abarcando parte da Colômbia e do Chile e chegando até o norte argentino e à selva brasileira; a confederação dos astecas tinha conquistado um alto nível de eficácia no vale do México; em Yucatán e na América Central a esplêndida civilização dos maias persistia em todos os povos herdeiros, organizados para o trabalho e a guerra." (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 31)

- o Império Maia
- a extensão territorial dos maias:

Extensão geográfica da civilização maia
Fonte: CIVILIZAÇÃO MAIA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2018. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Civiliza%C3%A7%C3%A3o_maia&oldid=52345574>. Acesso em: 13 jun. 2018.

- o avanço técnico-científico dos ameríndios:

"Estas sociedades deixaram numerosos testemunhos de sua grandeza, apesar de todo o enorme tempo da devastação: monumentos religiosos levantados com maior sabedoria do que as pirâmides egípcias, eficazes criações técnicas para a luta contra a natureza, objetos de arte que denunciam um talento invicto. No museu de Lima podem ver-se centenas de crânios que foram objeto de puncturas e curas com placas de ouro e prata por parte dos cirurgiões incas. Os maias foram grandes astrônomos, tinham medido o tempo e o espaço com precisão assombrosa e descoberto o valor da cifra zero antes de qualquer outro povo na História. Os aquedutos e as ilhas artificiais criadas pelos astecas deslumbraram Fernão Cortez, embora não fossem de ouro."  (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 31)

- os índios feitos escravos e enviados aos socavões, minas
- a frenética substituição da agricultura de subsistência local pela mineira
- a consequente extinção de enormes quantidades e qualidades de culturas:

"Os espanhóis destruíram ou deixaram extinguir enormes cultivos de milho, mandioca, feijão, amendoim, batata doce; o deserto devorou rapidamente grandes extensões de terra que tinham sido trabalhadas pela rede incaica de irrigação. Quatro séculos e meio depois da conquista, só restam pedras e capim bravo em lugar da maioria dos caminhos que unia o império." (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 31-32)

- Segundo Galeano, o sociólogo estadunidense, John Collier, em seu livro "The Indians of America, Nova Iorque, 1947", afirma que um membro do Serviço Norte-Americano de Conservação de Solos calculava, "em 1936, que se neste ano se construíssem, com métodos modernos, os terraços incas, custariam uns 30 mil dólares por acre". No entanto, para Galeano:

"Tanto os terraços como os aquedutos de irrigação foram possíveis, naquele império que não conhecia a roda, o cavalo nem o ferro, graças à prodigiosa organização e à perfeição técnica conseguida através de sábia divisão de trabalho, mas também graças à força religiosa que regia a relação do homem com a terra - que era sagrada e estava, portanto, sempre arada."  (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 32)  

Indians of the Americas
Capa do livro "The Indians of America, Nova Iorque, 1947", de John Collier
Fonte: Disponível em: <https://www.goodreads.com/book/show/28583675-indians-of-the-americas>. Acesso em: 03 jul., 2018. 

Obs.: a sinopse do livro acima, é:

"A longa história dos índios do Hemisfério Ocidental é trágica e inspiradora; trágica porque é um registro vergonhoso de conquista e espoliação por parte de homens brancos; inspiradora, porque dela surge a paixão e a reverência pela personalidade humana, pela teia de vida e para a Terra, que tem sido a sagrada confiança do índio desde antes da Idade da Pedra." (Fonte: Disponível em: <https://www.goodreads.com/book/show/28583675-indians-of-the-americas>. Acesso em: 03 jul. 2018).




quinta-feira, 28 de junho de 2018

Vigésima oitava aula!

Integração do estudo do subcapítulo "Ruínas de Potosí - o Ciclo da Prata", de "GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007".

Em seguida, deu-se início à leitura do subcapítulo "O Derramamento de Sangue e Lágrimas: entretanto, o Papa decidira que os índios tinham alma".

Da leitura da obra, através da dinâmica das rodas de leitura, emergiram, os seguintes pontos:

- o relato de que as mães dos indígenas matavam seus filhos para que eles escapassem aos tormentos das minas
- no sistema mercantilista capitalista que se intensificava, a transformação do índio, escravo, em proletariado externo - no caso dos negros subtraídos da África, identicamente, a mesma coisa, com o perdão da redundância: proletários externos
- a escravidão greco-romana ressuscitada no "Novo Mundo"
- o genocídio nativa:

"[...] as mais bem fundadas e recentes investigações atribuem ao México pré-colombiano uma população que oscila entre os 30 e 37,5 milhões de habitantes. Calcula-se uma quantidade idêntica de índios na região andina, a América Central contava com 10 ou 13 milhões de habitantes. Os índios das Américas somavam entre 70 e 90 milhões de pessoas, quando os conquistadores estrangeiros apareceram no horizonte; um século e meio depois tinham-se reduzido, no total, a apenas 3,5 milhões.". (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 28 (informação que, no livro citado, é complementada por uma nota de rodapé que remete às obras de: Darcy Ribeiro, Henry Farmer Dobyns e Paul Thompson))

- as condições de trabalho nas minas: o caso de intoxicação por mercúrio
- as Leis da época, que decretavam a igualdade de direitos entre índios e espanhóis, como "letra morta"
- Juan Ginés de Sepúlveda, que legitimava o tratamento dados aos índios visto serem eles, segundo ele, inferiores
- o conde de Buffon (Georges-Louis Leclerc) e sua tese de que não se verificava, nos índios, "nenhuma atividade da alma"
- o depoimento e as ideias de tantos outros "pensadores", que defenderam ou se recusaram a reconhecerem os índios como seres humanos:

"O abade De Paw inventava uma América onde os índios degenerados eram como cachorros que não sabiam latir, vacas incomestíveis e camelos impotentes. A América de Voltaire, habitada por índios preguiçosos e estúpidos, tinha porcos com umbigos nas costas e leões carecas e covardes. Bacon, De Maistre, Montesquieu, Hume e Bodin negaram-se a reconhecer como semelhantes os “homens degradados” no Novo Mundo. Hegel falou da impotência física e espiritual da América e disse que os índios tinham perecido ao sopro da Europa" (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 30)




terça-feira, 26 de junho de 2018

Vigésima sétima aula!

Continuação do estudo do subcapítulo "Ruínas de Potosí - o Ciclo da Prata", de "GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007".

Nesta aula, emergiram da leitura, os seguintes elementos:

- a Bolívia nunca veio a se beneficiar daquele "ciclo" de riquezas econômicas: "a cidade que mais deu ao mundo e que menos tem" (segundo Galeano, o depoimento de uma velha senhora potosina)
- os ourives, cinzeladores e entalhadores e as igrejas bolivianas
- a ruína de Potosí com a queda do "ciclo da prata", graças ao exaurimento de suas minas; o declínio populacional
- Potosí e Sucre no contexto de capitais culturais dos Vice-Reinados

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Vigésima sexta aula!

Dando continuidade ao nosso estudo, através da dinâmica da roda de leitura adentramos na leitura do subcapítulo "Ruínas de Potosí - o Ciclo da Prata".

O professor deu destaque ao parágrafo inicial, que, como se pode ver, dá a explicação para a atual situação da Bolívia, apesar da recente ascensão, a saber:

"Analisando a natureza das relações “metrópole-satélite”, ao longo da história da América Latina, como uma cadeia de subordinações sucessivas, André Gunder Frank destacou, em seus trabalhos, que as regiões mais marcadas pelo subdesenvolvimento e pela pobreza são aquelas que no passado tiveram laços mais estreitos com a metrópole e desfrutaram de períodos de auge. São as regiões que foram as maiores produtoras de bens exportados para a Europa ou, posteriormente, para os Estados Unidos, e as fontes mais caudalosas de capital; regiões abandonadas pela metrópole, quando por uma razão qualquer os negócios decaíram" (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 24.)

Com base nisso, o professor explicou o ciclo da prata de Potosí.



terça-feira, 19 de junho de 2018

Vigésima quinta aula!

Dando sequencia ao estudos da aula passada, foram estudados os seguintes pontos, que emergem da leitura da obra estudada:

- A necessidade da Europa por ouro e prata
- os burgueses e a possessão que faziam das cidades
- o surgimento dos bancos
- a conversão da posição da América (Latina) na divisão internacional do trabalho em uma vocação e em um destino
"[...] a existência dos centros ricos do capitalismo pode explicar-se sem a existência das periferias pobres e submetidas: uns e outras integram o mesmo sistema." (GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007, p. 23.)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Vigésima quarta aula!

Retomada da aula anterior, com a integração relativa a ela. Em seguida, foi dada sequência aos estudos de nossa leitura do momento ("GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007."), dando ênfase ao avanço do mercantilismo capitalista, surgia com a descoberta das "Colônias Americanas".

terça-feira, 12 de junho de 2018

Vigésima terceira aula!

Em virtude da forte chuva que se abateu sobre a capital do Estado, bem como, nas cidades do interior, muitos alunos faltaram, bem como, professores se atrasaram.

Deste modo, os estudantes de C21 e de C31 ficaram, ambos, com o professor de geografia.

Assim, o professor aproveitou para associar os conteúdos que estão sendo vistos. Fez isso à partir do seguinte instigamento:

"Por que Jean-Claude Juncker, em seu 'Livro Branco Sobre o Futuro da Europa', à página 8, afirma que a Europa é 'o principal doador de ajuda humanitária e ao desenvolvimento.'?"

Com base nisto, foram relacionados os seguintes elementos:

- a acumulação primitiva, acumulação primitiva, acumulação original 
- os proletariados externos (os índios e os negros)
- o tamanho da riqueza da Europa: o excerto colocado no quadro de giz na última aula, do qual foi destacado, o seguinte: "a maior concentração de riqueza que jamais possuiu qualquer civilização na história mundial."

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Vigésima segunda aula!

Com o objetivo de retomar as noções vistas nas duas ultimas aulas (vigésima aula e vigésima primeira aula), o professor instigou os estudantes a responderem a seguinte questão: "o que Eduardo Galeano quis dizer ao intitular o subcapítulo que estamos estudando de "A Distribuição de Funções entre o Cavalo e o Cavaleiro'?".

Com base no que os estudantes responderam, foi pontuado no quadro de giz os seguintes elementos:

- os "cavaleiros" eram as metrópoles
- os "cavalos" eram as colônias
- saqueio das riquezas
- a acumulação primitiva (de novo)
- uma Espanha e um Portugal decadentes ("tinham a vaca, mas outros tomavam o leite", conforme aula do dia 22 de maio)
- estabelecimento de uma dinâmica dentro da Capitalismo (que estava a surgir) que colocava a América Latina como subordinada à Europa.

Em seguida, foi concluída a leitura do subcapítulo "A Distribuição de Funções entre o Cavalo e o Cavaleiro", bem como, iniciada a do subcapítulo "O derramamento de sangue e lágrimas: entretanto, o papa decidira que os índios tinham alma".

Com relação a esta parte do livro, o professor colocou o seguinte e importante excerto no quadro de giz:

"A economia colonial latino-americana dispôs da maior concentração de força de trabalho até então conhecida, para possibilitar a maior concentração de riqueza que jamais possuiu qualquer civilização na história mundial."

Bem como, a respeito do qual, fez os comentários pertinentes.

terça-feira, 5 de junho de 2018

"Olimpíadas de Matemática" (seria (de novo) a "Vigésima segunda aula!")...

Aula na qual as provas das "Olimpíadas de Matemática" foram executadas na escola. Assim, os alunos passaram os dois períodos de Geografia respondendo as mencionadas avaliações.  

terça-feira, 29 de maio de 2018

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Vigésima primeira aula!

Retomada e aprofundamentos dos elementos vistos na aula anterior, que emergiram da leitira do subcapítulo "A Distribuição de Funções Entre o Cavalo e o Cavaleiro".

terça-feira, 22 de maio de 2018

Vigésima aula!

Utilizando-se da dinâmica da Roda de Leitura, o professor deu sequência à leitura da obra que está sendo estudada. foi concluído o capítulo "A Espanha tinha a vaca, mas outros tomavam o leite".

Em seguida, o professor passou, no quadro de giz, o importante parágrafo, a seguir, retirado do início do subcapítulo "A Distribuição de Funções Entre o Cavalo e o Cavaleiro":

"Escreveu Karl Marx, no primeiro tomo de O Capital: 'O descobrimento das jazidas de ouro e prata da América, a cruzada de extermínio, escravização e sepultamento nas minas da população aborígene, o começo da conquista e o saqueio das Índias Orientais, a conversão do continente africano em local de caça de escravos negros: são todos feitos que assinalam os alvores da era de produção capitalista. Estes processos idílicos representam outros tantos fatores fundamentais no movimento da acumulação original'"

Feito isso passou-se a explicação pormenorizada de cada um dos elementos que emergem da leitura acima, a saber:

- quem foi Karl Marx (1818-1883) e quais os interesses que tinha em suas pesquisas
- o contexto do livro "O Capital"
- as jazidas de prata e ouro na América: "ontem" e "hoje"
- a semântica do termo "cruzada" no parágrafo acima e as "Cruzadas", como fato na história
- a diferenciação do termo "aborígene", possíveis acepções: os autóctones da austrália (aborígenes), os da região central da Itália e seu rei (Latino), e seu uso como conceito e os "outros aborígenes", a, a semântica do termo no livro que está sendo estudado.
- o que são (ou onde se situavam) as "Índias Orientais"
- o continente africano e a "troca" de seres humanos como escravos
- o que significa alvores
- o que é a produção capitalista
- o significa idílico, e, o mais importante:
- o que é acumulação primitiva (nos termos de Galeano) ou acumulação original (com as suas críticas pertinentes 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Décima Nona aula!

Utilizando-se da dinâmica da Roda de Leitura, foi concluído o capítulo "Esplendores de Potosi: o Ciclo da Prata.

O professor fez os comentários pertinentes, que julgou serem os seguintes:

- os índios que foram derrotados, também, pelo "assombro", além dos aspectos analisados na última aula
- o lastro de uma moeda e a sua comparação com o lastro dos navios portugueses e espanhóis
- a geografia de Potosi, e suas minas, na Bolívia: o "esto vale un Potosí", de "Dom Quixote", de Cervantes
- as riquezas levadas para a Europa

terça-feira, 15 de maio de 2018

Décima Oitava aula!

Utilizando-se da dinâmica das Rodas de Leitura, como no caso da última aula, estudantes e professor procederam a continuação da leitura da obra que está sendo estudada.

Nesta aula emergiram as seguintes temáticas que foram trabalhadas mais detidamente:

- a prata fina retirada de Potosi (Bolívia)
- a geografia urbana das cidades dos ameríndios: cidades que respeitavam a Natureza
- a geografia urbana das cidades que eram construídas pelos portugueses e espanhóis (herdeiros da pólis greco-romana), sobre as cidades doa ameríndios; cidades que não respeitavam a Natureza
- a magnificência e a opulência das cidades ameríndias

Pôde-se ler a obra até bastante adentro do subtítulo "Como porcos famintos, anseiam pelo ouro".    

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Décima Sétima aula!

O professor solicitou as respostas que haviam sido encontradas para o "tema de casa" solicitado na última aula.

Em seguida, para instigar os alunos, o professor lançou a seguinte questão: "por que Galeano, afirma: a) que eles, os colonizadores, eram "deuses que voltavam", e, b) por que eles traziam, consigo, "armas secretas"?. Tal questionamento ficou de "tema de casa".

Porém, no decorrer da aula, mais algumas partes da obra foram lidas, através da técnica da Roda de Leitura.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Décima Sexta aula!

Aula em que, através da dinâmica da Roda de Leitura, estudantes e professor leram, juntos, a obra escolhida para este "semestre" do "Ano Letivo", a saber:

GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2007.

À medida em que a leitura era feita, o professor fazia os comentários pertinentes, retirando dúvidas e aprofundando as questões.

Foi explicado sobre o valor da pimenta, do gengibre, do cravo, da noz-moscada e da canela e o porquê de eles serem tão valiosos. O professor falou sobre a retomada, ou ainda, a reconquista da Península Ibérica. Neste ponto, o professor citou e sugeriu a leitura do livro El Cid Campeador e sobre este personagem e ser histórico.

Instruiu-se, ainda, sobre as "armas secretas" que, segundo Galeano, ajudaram a dizimar os índios.

De tema de casa foi solicitada a pesquisa de como, afinal, morreu Hernán Cortés.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Décima Quinta aula!

Nesta aula, o professor fez mais algumas combinações a respeito do grupo de Whatsapp da turma, acrescentando alguns alunos que ainda não haviam entrado no mesmo.

Em seguida, através da dinâmica da Roda de Leitura, iniciou-se a leitura do livro adotado, a saber, "As Veias Abertas da América Latina", de Eduardo Galeano. À medida em que a leitura transcorria, o professor ia fazendo intervenções, falas no sentido de traduzir, ou ainda, de explicar os significados dos pontos importantes que emergiam do texto.

Deste modo, explicou-se os conceitos de:

ecúmeno 
anecúmeno
- o "lançar-se", de Cristóvão Colombo e o porquê de este "lançar-se para as desconhecidas terras do oeste" era o mesmo que desafiar as "lendas".
- as lendas que alcançaram os homens do século XV e que vinham desde os gregos; a Odisseia, de Homero; Cila e Caríbdis.

Obs.: neste dia ainda houve tempo para conversar com os estudantes PedroVolz e Henrique Mensh, que serão os assistentes das aulas de Geografia e escritores do presente blog. Sejam bem vindos!!!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Décima Segunda aula!

Nesta aula, o professor combinou com a turma a leitura do Ano Letivo, ou melhor, a leitura para primeiro semestre do presente Ano Letivo.

A leitura sugerida, foi: "As Veias Abertas da América Latina", de Eduardo Galeano (1940-2015).

Tal leitura, como já é de "domínio publico", será disponibilizada na aba lateral do presente blog, para o download, na extensão ".pdf".

terça-feira, 17 de abril de 2018

Décima Primeira aula!

O professor explicou, através de aula expositiva dialogada os conceitos de populismo e de caudilhos e coronéis, em nível de América Latina.

Com relação ao populismo, o professor destacou o fato de que esta é uma forma de governo há muito usada na América Latina. Salientou que os políticos angariam a simpatia popular por intermédio de promessas rasas e básicas que, na verdade, todas elas, já são um direito do povo; promessas vazias, portanto.

Em relação aos caudilhos e coronéis, o professor utilizou-se, para exemplificar isso no espaço geográfico, de um mapa do Rio Grande do Sul, salientando as áreas territoriais do municípios da chamada metade norte (latifúndio) e da metade sul (minifúndio).

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Décima aula!

Com base no que se estudou até aqui; o porquê da pobreza da América Latina; o processo de colonização na América como um todo, o professor fez questão de, através de uma aula expositiva dialogada, chamar a atenção para o fato de que a colonização na América Anglo-Saxã, apesar de ter sido feita com o objetivo do povoamento, não deixou de ser menos predatória. 

Para ilustrar a questão, o professor citou uma partes do livro "Enterrem o meu coração na curva do rio" (livro que é disponibilizado naíntegra, :::aqui:::), de Dee Brown (1908-2002), onde se pode ler:

"Nunca fizemos mal algum ao homem branco; não queremos isso... Desejamos ser amigos do homem branco... Os búfalos estão diminuindo depressa. Os antílopes, que eram muitos há poucos anos, agora são Poucos. Quando morrerem todos, ficaremos famintos; vamos querer algo para comer e seremos obrigados a ir ao forte. Seus jovens não devem atirar em nós; em toda parte onde nos veem, atiram e atiramos neles." TONKAHASKA (Touro Alto) a general Winfield Scott Hancock



"[...] muitos dos jovens foram para o Texas caçar búfalos e atacar os texanos que haviam tomado suas terras. Estavam particularmente furiosos com os caçadores brancos que vinham do Kansas para matar milhares de búfalos; os caçadores só pegavam as peles, deixando as carcaças sangrentas apodrecer nas Planícies. Para os kiowas e comanches, os brancos pareciam odiar tudo na natureza. 'Este território é antigo', queixou-se Satanta ao Velho do Trovão Hancock, quando se encontrou com ele em Fort Learned, em 1867. 'Mas vocês estão cortando as árvores e agora o território não tem mais importância'. No riacho Medicine Lodge, queixou-se outra vez aos comissários de paz: 'Há muito tempo, esta terra pertencia aos nossos antepassados; mas quando subo o rio, vejo acampamentos de soldados em suas margens. Esses soldados cortam minha madeira; matam meu búfalo e, quando vejo isso, meu coração parece partir; fico triste'".


"(Dos 3.700.000 búfalos destruídos de 1872 a 1874, só 150.000 foram mortos pelos índios. Quando um grupo de preocupados texanos perguntou ao general Sheridan se nada iria ser  feito para deter a matança indiscriminada dos caçadores brancos, ele respondeu: 'Deixem-nos matar, esfolar e vender até que o búfalo tenha sido exterminado, pois esse é o único modo de conseguir paz duradoura e permitir a civilização progredir.') Os kwahadis livres não queriam participar de uma civilização que progredia com o extermínio de animais úteis."

"Por todo o fim do verão de 1874, os índios e os búfalos procuraram refúgio [...]. Os índios só mataram os animais suficientes para suas necessidades de inverno. Estenderam a carne cuidadosamente para secar ao sol, armazenando tutano e gordura em peles, trataram os tendões para fazer cordas de arco e fios, fizeram colheres e xícaras com os chifres, trançaram o pelo para cordas e cintos, curtiram os couros para cobertas de tendas, roupas e mocassins."

De tema de casa, o professor solicitou que os estudantes pesquisassem o conceito de populismo.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Nona aula!

Aula expositiva dialogada em que o professor concluiu as explicações a respeito do porquê de haver uma América "rica" e uma América "pobre"; as diferentes colonizações e seus aspectos.

Nesta aula, o elemento apresentado foi chamado de: "A estruturação da sociedade e o sistema jurídico".

A respeito disso, o professor instruiu que, na América Anglo-Saxã, como o objetivo era o da fixação daqueles migrantes que lá chegavam, a sociedade já foi se estruturando como era na Europa, bem como, as "leis" chegaram quase que ao mesmo tempo, com os novos moradores.

Neste ponto, o professor fez observações a respeito de como os autóctones sofreram com a implantação disto naquele continente. 

Diferentemente na América Latina, como o objetivo era o da exploração, a estruturação social foi baseada na escravidão, no trabalho forçado, na exclusão e no poder do mais forte imposto ao mais fraco. Do mesmo modo, as "leis" não chegaram junto com os colonizadores, e, quando vieram, foram para manter e legitimar o status quo vigente.

Com relação a isso, as mesmas observações foram feitas com relação aos índios, que tanto sofreram com a implantação da sociedade e do sistema jurídico que surgia. 

O professor concluiu a aula chamando a atenção para o esforço que cada jovem adolescente deve fazer para, uma vez tendo tomado o conhecimento disso, libertar-se e escrever o seu futuro, buscando sempre livrar-se das "amarras" socioeconômicas, por intermédio da cultura; com a Educação, portanto, sempre a Educação!!!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Oitava aula!

Utilizando-se das noções (re)construídas na aula passada, e, retomando a mesma, o professor explicou que não é o fato de termos sido colonizados pelos portugueses e pelos espanhóis que torna os países latino-americanos pobres. Relativamente a isso, o professor explicou que há inúmeros países que foram colonizados por franceses, belgas, alemães e ingleses, por exemplo, e que são pobres também. 

Neste ponto, o professor lembrou a fala de um dos alunos que externou a opinião de que a "culpa da pobreza dos países da América Latina é deles próprios, que não 'cuidam' bem de suas riquezas", e, quanto a isso, lembrou a resposta de George Soros à Hebe de Bonafini, uma das líderes das Mães da Praça de Maio, em 2001, quando de um "debate" através de uma teleconferência via satélite entre o Fórum Social Mundial (que naquele ano fora realizado em Porto Alegre) e o Fórum Econômico Mundial (realizado em Davos). Na ocasião, Soros disse, com mais ou menos estas mesmas mesmas palavras,  que: "a culpa da pobreza da América Latina é dos próprios países e seus governantes".

Um dos aspectos do daquele debate pode ser assistido no vídeo abaixo: 



Após esta exposição, o professor problematizou as noções apresentadas, aproveitando para apontar o que elas têm de correto, bem como, o que elas tem de equívoco.

Feito isso, o professor prosseguiu com aula expositiva dialogada sobre os aspectos que encerram o processo de colonização por exploração. Para tanto, o professor utilizou-se do seguinte pensamento de Eduardo Galeano (1940-2004), a saber:

"A ruína da América Latina foi o fato de ela ter nascido importante"

Para estudar mais e ir além, sobre o que está colocado imediatamente acima, de maneira negativa (ou invertida), é interessante ler a seguinte passagem retirada do livro "As Veias Abertas da América Latina":

"A importância de não nascer importante
As 13 colônias do Norte tiveram; pode-se bem dizer; a dita da desgraça. Sua experiência histórica mostrou a tremenda importância de não nascer importante. Porque no norte da América não tinha ouro; nem prata; nem civilizações indígenas com densas concentrações de população já organizada para o trabalho; nem solos tropicais de fertilidade fabulosa na faixa costeira que os peregrinos ingleses colonizaram. A natureza tinha-se mostrado avara; e também a história: faltavam metais e mão-de-obra escrava para arrancar metais do ventre da terra. Foi uma sorte. No resto; desde Maryland até Nova Escócia; passando pela Nova Inglaterra; as colônias do Norte produziam; em virtude do clima e pelas características dos solos; exatamente o mesmo que a agricultura britânica; ou seja; não ofereciam à metrópole uma produção complementar. Muito diferente era a situação das Antilhas e das colônias ibéricas de terra firme. Das terras tropicais brotavam o açúcar; o algodão; o anil; a terebintina; uma pequena ilha do Caribe era mais importante para a Inglaterra; do ponto de vista econômico; do que as 13 colônias matrizes dos Estados Unidos.
Essas circunstâncias explicam a ascensão e a consolidação dos Estados Unidos como um sistema economicamente autônomo; que não drenava para fora a riqueza gerada em seu seio. Eram muito frouxos os laços que atavam a colônia à metrópole; em Barbados ou Jamaica; em compensação; só se reinvestiam os capitais indispensáveis para repor os escravos na medida em que se iam gastando. Não foram fatores raciais; como se vê; os que decidiram o desenvolvimento de uns e o subdesenvolvimento de outros; as ilhas britânicas das Anti­lhas não tinham nada de espanholas nem portuguesas. A verdade é que a insignificância econômica· das 13 colônias permitiu a precoce diversificação de suas manufaturas. A industrialização norte-ame­ricana contou; desde antes da independência; com estímulos e proteções oficiais. A Inglaterra mostra­va-se tolerante; ao mesmo tempo que proibia estritamente que suas ilhas antilhanas fabricassem até mesmo um alfinete."
(GALEANO, Eduardo. As veias abertas da América Latina. Rio de Janei ro: Paz e Terra, 1986. p. 146.) 

Para encerrar a aula, o professor comentou a respeito das diferentes posições teológicas adotadas por católicos (portugueses e espanhóis (América Latina)) e protestantes (ingleses (América Anglo-Saxã)); os primeiros e sua pobreza que "ganha o céu"; os segundos, com sua riqueza como "bênção"

terça-feira, 3 de abril de 2018

Sétima aula!

O professor retomou a aula passada e seguiu imediatamente à correção das questões solicitadas como "tem de casa" na quinta aula, a saber:

1) Você se considera americano? Sim ou não? Por quê?
2) Existe uma América rica e uma América pobre. O que causou esta situação?
3) O que é, afinal, pobreza e riqueza?

Com base no que os próprios alunos liam, o professor fazia os comentários pertinentes.

Assim, inicialmente, o professor explicou o conceito de "americano".

em seguida, o professor passou no quadro de giz os conceitos de "região" "regionalização", bem como, as regionalizações mais comuns usadas, para fins didáticos, em nível da América, e seus respectivos critérios, assim:


Continente Americano
Critério de Regionalização
Um único continente:
Somos todos americanos, apesar de a mídia insistir em nomear osestadunidenses como os únicos “americanos”
Físico (do termo physis, dos gregos)
Dois continentes:
&
Cultural (a língua, o idioma): osanglos e os saxões, que culminam nos anglo-saxões (o inglês e o francês), no norte da América e latim (espanhol e português), no sul da América.
Três continentes:
e

Político e Econômico (aproximações políticas e blocos econômicos)


Foi debatido a respeito de o que é, afinal, riqueza e o que é, afinal, a pobreza.

O professor instigou os alunos com a seguinte comparação: "quem é o rico? O empresário que dirige o seu BMW em uma estrada de asfalto ou o índio que está em estado natural em meio à mata?"

Muitos estudantes externaram que "rico" seria o empresário, enquanto outros disseram que seria o índio.

O professor integrou esta noção comentando sobre a relatividade dos termos, fazendo, como faz o geógrafo britânico, David Harvey, uma distinção entre "crescimento" e "desenvolvimento".

Com base no que está exposto acima, o professor fez, ainda, uma fala versando sobre a noção de trabalho/ emprego e de como isso era anacrônico, à época da colonização, aos índios. Essa discussão é sugerida pelo geógrafo bernardense, especialista no ensino de Geografia, José William Vesentini em vários de seus livros.


7ª AULA: INDICADORES DEMOGRÁFICOS!

O professor desenvolveu uma aula expositiva dialogada com os alunos do 8º ano, abordando o tema Indicadores Demográficos . Inicialmente, for...